A República Democrática do Congo (RDC) já contabiliza mais de sete mil casos de Ébola e 3.398 mortes desde o início do actual surto, considerado um dos mais graves registados no país.
De acordo com os dados divulgados pelas autoridades congolesas, foram registados 7.022 casos da doença, dos quais 1.671 pacientes conseguiram recuperar.
O surto teve início em meados de Maio, na província de Ituri, no nordeste da RDC, e rapidamente se expandiu para outras regiões do país. A propagação da doença ocorre em áreas marcadas por conflitos armados, dificuldades no acesso aos serviços de saúde e limitações nas infra-estruturas.
Recentemente, o vírus foi também confirmado na província de South-Ubangi, junto às fronteiras com a República Centro-Africana e a República do Congo, tornando-se a sétima província afectada pelo actual surto.
Apesar do elevado número de casos, o Governo congolês acredita que a epidemia poderá estar a entrar numa fase de redução. Segundo o porta-voz do Governo, Patrick Muyaya, os principais indicadores apontam para uma diminuição progressiva dos novos casos desde meados de Agosto.
As autoridades indicam ainda que 10 das 61 zonas de saúde afectadas não registam novos casos há pelo menos 21 dias, um sinal considerado positivo no combate à transmissão da doença.
Escolas reforçam medidas de prevenção
A província de Ituri continua a concentrar a maior parte dos casos e enfrenta novas preocupações com o regresso dos alunos às escolas. Casos da doença terão sido detectados em estabelecimentos de ensino pouco depois da reabertura das aulas, aumentando o receio entre pais e professores.
Como medida preventiva, várias escolas reforçaram a lavagem obrigatória das mãos, reduziram o número de alunos por sala e intensificaram campanhas de sensibilização sobre a prevenção da doença.
O Ébola é transmitido principalmente através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas e pode provocar complicações graves.
As autoridades sanitárias continuam a reforçar as medidas de prevenção e vigilância para conter a propagação do vírus e proteger as populações das zonas afectadas.

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